A maior cidade da Amazônia concentra 10% da população da região norte e 50% da população do estado do Amazonas, do qual é a sua capital. A revista Exame considerou Manaus como a melhor cidade do norte do Brasil para se fazer negócios. E não é para menos! A região destaca-se por suas características econômicas e ambientais. Possui enormes jazidas de minérios, gás e petróleo, guarda 20% da reserva mundial de água doce e a Floresta Amazônica é a maior floresta tropical do mundo, com flora e fauna de impressionante riqueza. Tudo isso aumenta a importância da principal cidade dessa região fabulosamente rica e, ao mesmo tempo, com grande responsabilidade de preservação ambiental e de desenvolvimento auto-sustentado.
Manaus fica na afluência dos rios Negro e Solimões, cujo encontro de suas águas, por si só, já é um
grande espetáculo. Por serem de cor e densidade diferentes, as águas seguem “separadas” por vários quilômetros, causando um belo efeito visual. A capital do Amazonas foi fundada em 1669, com a construção do forte São José do Rio Negro, e elevada à vila em 1832, batizada de Manaus, homenagem à grande tribo indígena dos Manaós. Em 1848 passou à categoria de cidade, recebendo o nome de Cidade da Barra do Rio Negro, até que voltou a ter seu nome atual em 1856.
A cidade começou a conhecer a riqueza econômica no final do século XIX e início do século XX, na chamada época áurea da borracha. A explosão mundial da demanda dessa matéria prima torna o Amazonas seu principal produtor e atrai gente de todos os estados brasileiros, além de imigrantes europeus de vários países. Essa migração intensa modifica a economia local e obriga Manaus a se adaptar ao ritmo acelerado de crescimento, quando serviços de transporte público por bondes elétricos, telefonia, e rede elétrica e de água
encanada são instalados. É construído um porto flutuante que começa a receber navios de vários países. Belas obras urbanas, como ruas bem traçadas e calçadas com granito e pedras importadas de Portugal, praças, jardins e outras obras como monumentos e fontes modificam a cidade que já contava com 20 mil habitantes nos primeiros dias do século XX. O dinheiro que entrava também trouxe hotéis luxuosos, cassinos, bancos, um magnífico teatro, palacetes e outras construções próprias de cidades modernas, com muita influência européia, principalmente francesa. O ciclo de abundância e fartura chega ao fim em 1910, quando a borracha plantada e explorada na Ásia passa a ser um forte concorrente para o produto extraído dos seringais brasileiros. Começa uma lenta decadência econômica.
Manaus tem 1,7 milhões de habitantes e 2,0 milhões em sua região metropolitana, composta de oito municípios amazonenses. Das suas sete regiões – norte, sul, centro-oeste, leste, oeste e zona rural – a região leste é a que tem maior número de habitantes (600 mil), apesar de a região norte ter o maior índice de crescimento. A decadência econômica experimentada após o fim do ciclo da borracha foi finalmente interrompida a partir de 1967, quando o governo militar criou a Zona Franca de Manaus, com o objetivo de recuperar o desenvolvimento econômico da região amazônica. Nessa área de livre comércio, os impostos de importação não são cobrados, fato que atraiu um considerável número de indústrias para a região, voltando a gerar empregos e riquezas. A Zona Franca é formada pelos pólos Comercial, Industrial e Agropecuário.
Atrações turísticas
Naturalmente, a grande atração turística é a própria Floresta Amazônica, com sua vegetação densa, flora e fauna diversificadas e os grandes rios Negro e Solimões, o qual passa a se chamar Rio Amazonas após se encontrar com seu grande afluente. Apesar de estar situada em plena região amazônica, Manaus não possui muitas áreas verdes. O Parque do Mindu, criado em 1989, é um dos maiores e mais freqüentados parques do município. Os demais parques são o dos Bilhares, criado em 2006, a Área Verde do Colina do Aleixo, criada em 1980, e o Parque Sumaúma, o menor parque estadual do Amazonas.
Uma das maneiras de se visitar os pontos turísticos de Manaus é como passageiro do AmazonBus, ônibus de dois andares, semelhantes aos famosos Sightseeing Buses de Nova York e das principais capitais européias. Quarenta pontos são acessados pelo AmazonBus, entre os quais o famoso Teatro
Amazonas e a Praia da Ponta Negra. Não se pode falar em Manaus sem se fazer referência ao Teatro Amazonas, construído em 1896 com o dinheiro trazido pela extração da borracha. O teatro, sem dúvida a obra arquitetônica mais importante da cidade, foi projetado por um escritório de engenharia de Lisboa e construído por arquitetos, construtores e artistas trazidos da Europa especialmente para esse fim.
Manaus transpira história e cultura e possui muitos lugares interessantes para serem visitados, além do teatro. O Porto Flutuante, situado na margem esquerda do Negro, tem arquitetura única no Brasil. Foi construído pelos ingleses que projetaram cais fixos e outros flutuantes, de modo que a atracação dos navios pode ser feita em qualquer época do ano, independentemente das cheias e vazantes. Outro porto, o Conjunto Arquitetônico do Porto de Manaus é um complexo composto de várias construções, incluindo um museu e o antigo prédio do tesouro público. Foi tombado pelo Patrimônio Histórico Nacional em 1987. A Biblioteca Pública do Estado do Amazonas foi construída no início do século XX e já foi sede do poder legislativo. O Conjunto Arquitetônico da Alfândega e Guardamoria construído em 1906, também foi tombado em 1987. Trata-se do primeiro prédio pré-fabricado do mundo, com blocos
de tijolos fabricados e pré-montados na Inglaterra. Duas igrejas se destacam: a primeira igreja de Manaus, a Matriz N.S. da Conceição, construída em 1695 por missionários carmelitas, e a de São Sebastião, construída em 1888 em estilo neo-clássico. Outras construções que impressionam pela arquitetura suntuosa, são os palácios Rio Negro, o da Justiça (1900), e o Paço da Liberdade (1874), atualmente em fase de restauração.
Para os apreciadores de compras, há o Mercado Municipal Adolpho Lisboa, um importante centro comercial de produtos regionais. Também foi produto da época áurea da borracha, também foi tombado como patrimônio histórico e também passa por obras de restauração. Outra opção é a Central de Artesanato Branco e Silva, com 27 lojas que vendem o artesanato amazonense. A central é mantida pelo governo do estado e possui um salão para atividades culturais e exposições, além de floricultura e restaurante.

A Praia da Ponta Negra fica às margens do Rio Negro, a 18 km do centro, e possui uma moderna infra-estrutura de serviços com bares, restaurantes, ciclovia, quadras esportivas, pista de skate e anfiteatro, tendo se tornado um dos principais pontos de encontro da população local.
O Encontro das Águas, como já foi dito, é uma atração espetacular. Podem-se observar o rio Negro e o Solimões correndo lado a lado por vários quilômetros sem conseguirem misturar suas águas para finalmente comporem o Rio Amazonas. O fenômeno é devido às diferenças de temperatura, cor e densidade de suas águas, causando esse belo efeito. Outros atrativos naturais, além dos parques e áreas verdes mencionadas, são: os zoológicos do Centro de Instruções de Guerra na Selva, e o do Hotel Tropical de Manaus, este certificado pelo Ibama; o Bosque da Ciência, que funciona no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, onde há viveiro de ariranhas, peixe-boi, jacarés, fauna livre, trilhas, jardim botânico, orquidário e a Casa da Ciência; o Horto Municipal de Manaus e o Jardim Botânico Adolpho Duke; o Parque Ecológico do Lago Janauari, com nove mil hectares de terra firme, várzea e floresta inundada (igapós); e a praia da Lua, a 23 km da cidade, à margem esquerda do Rio Negro.
Como chegar
Chega-se a Manaus por terra, água e ar. Por terra, as principais rodovias que servem a capital amazonense são a BR-174 (até Boa Vista), a BR-319 (até Porto Velho), a AM-010 (até Itacoatiara), e a AM-070 (até Iranduba). Por água, grandes transatlânticos e navios de todos os tamanhos chegam à capital pelo Rio Amazonas. Por ar, Manaus é servida pelo Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, o maior aeroporto da região norte e o terceiro do Brasil em movimento de cargas, graças à Zona Franca.
Fontes:
· site Prefeitura de Manaus - http://www.manaus.am.gov.br
· site enciclopédia Wikipedia - http://pt.wikipedia.org/wiki/Manaus
· fotos: créditos nas imagens
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